01/08/16

Os sabores das cervejas européias

Hoje é um dia especial, é o aniversário do meu amigo, companheiro e grande amor, Rodrigo Rocha. Por isso esta homenagem a ele, que durante nossa viagem a Europa, pôs em prática um de seus hobbies, experimentar cervejas. 

A primeira cerveja da viagem foi ainda dentro do avião

Na chegada a Hamburgo uma cervejinha na recepção

E foram vários tipos de cervejas em cada país visitado. Perdi até as contas de quantas saboreamos, mas consegui registrar algumas delas. Apesar do frio, com certeza Rodrigo amou conhecer tantos gostos diferentes. Cervejas geladas e quentes, amargas e doces, fortes e fracas, iguarias que ficarão marcadas em nossa história. Sempre na companhia dos amigos Sérgio Reis, Deyse di Carla, Suzana Moreira e Claudia Trindade. 

Cervejas provadas na Áustria





Cervejas provadas na Bélgica



Além dos sabores conhecemos também um pouco da cultura de cada país na produção dessas bebidas. A arte de fazer cerveja é uma das tradições mais antigas da Europa e sem dúvidas é uma experiência intensa e rica em história, pois muitas das tradições cervejeiras européia tiveram início nos mosteiros ou nas abadias há mais de 500 anos. 

Cervejas provadas na Dinamarca



Cervejas provadas na Espanha


Cerveja provada na França

Cervejas provadas na Holanda 



Cervejas provadas em Portugal



Só na Alemanha existem cerca de 1350 cervejeiras, produzindo mais de 5000 marcas. Ufa, precisaríamos de muito tempo na Europa para provar todas elas, rsrsrsrsrsrsrsrs. Mas no mês que passamos lá, Rodrigo conseguiu provar 40 tipos, já é um bom começo. Agora, os planos são de voltar um dia para continuar com esse trabalho, kkkkkkkkk.  

Cervejas provadas na Alemanha


 










Enfim, viajar é maravilhoso e experimentar novos sabores faz parte das incríveis descobertas de uma boa viagem. Então, parabéns meu bem, é sempre um imenso prazer viajar ao seu lado e dividir esses momentos fantásticos. Que venham muitos anos de vida, com muita fé, saúde, amor, paz, trabalho e viagens. Amo-te. 
    

Por Jackeline Bispo   Fotos: Jackeline Bispo, Rodrigo Rocha, Sérgio Reis.

01/07/16

As marcas da nossa história

Gosto muito de histórias e antiguidades, elas ensinam e nos levam a um período que não vivemos, mas que podemos conhecer por meio dos registros que o próprio tempo guarda. Em 2010, uma equipe de pesquisadores e arqueólogos esteve em São Desidério analisando alguns pontos do percurso da BR 135. Um deles foi nas proximidades da Fazenda Palmeira, a menos de um quilômetro do centro da cidade. A busca pelas marcas do nosso passado, transformou o local em um sítio arqueológico. 

Marcação do local a ser escavado

Em alguns pontos não era preciso escavar muito e as peças já apareciam

Muita atenção e cuidado para no trabalho para manter as características do material encontrado 

As escavações também foram realizadas no meio da plantação


Muita coisa foi encontrada, urnas fúnebres, utensílios de cerâmica e barro, pontas de flechas e até restos mortais. De acordo com informações dos arqueólogos, esses resquícios do passado pertenceram a tribos indígenas que viveram a mais de mil anos nessa região. Por sorte, tive a oportunidade de acompanhar algumas horas de trabalho dessa equipe.

Pedaços de urnas fúnebres

Pedaço de um osso humano

Detalhe de outra urna fúnebre

Local de onde foram retiradas urnas fúnebres inteiras 

Pedaço de utensílios de barro 

Detalhe de peças de cerâmica encravadas na terra 


O Riacho São Desidério passa pertinho da fazenda que é abençoada também por mais uma maravilha da natureza, a Gruta da Palmeira. Imagino que, realmente, esse era um ótimo lugar para a permanência dos indígenas.

Riacho São Desidério

Muita sombra próximo a entrada da gruta


A gruta não é muito grande e exige um certo malabarismo para entrar, a começar com cerca de dois metros de escalada, passagens apertadas, em algumas não conseguimos passar, mas imagino que, para os antigos povos, era um ambiente que trazia alguma segurança contra animais selvagens ou dias de clima muito ruim.

A entrada da gruta fica a alguns metros do chão

Buraco que dá acesso a gruta

Passagens estreitas

Ao fundo o buraco por onde entramos na gruta

Em alguns pontos continuamos a subir, um de cada vez por causa do acesso estreito

Em alguns pontos pequenas aberturas revelam salões maiores do outro lado

O mesmo local de entrada é também o de saída

Essa gruta ainda é pouco explorada, mas com a autorização dos donos da fazenda e a companhia de um guia de turismo, vale a pena conhecer e se encantar com mais esta maravilha do município de São Desidério.


Onde Andei 2015    Texto e Fotos: Jackeline Bispo