10/08/18

Óbidos, uma joia de Portugal



Guardo recordações especiais sobre essa cidade, pois além de beleza e preservação histórica, foi uma visita de pura adrenalina. Vou começar explicando logo o porquê. Óbidos é uma cidade medieval, com um castelo maravilhoso e rodeada por uma muralha. O principal passeio turístico é feito pela muralha onde alguns pontos tem 13 metros de altura. O detalhe é que tenho vertigens em lugares altos, mesmo assim enfrentei o medo e vivi esse momento fascinante. 




Início da caminhada pela Muralha, não há corrimão, o espaço para andar é de uns 80 centímetros, em alguns pontos a muralha tem 13 metros de altura





A muralha não tem corrimão e o espaço para caminhar é de uns 80 centímetros, eu ficava grudadinha na parede e evitava olhar para baixo, mas tinha que fazer algumas fotos para poder mostrar quão emocionante foi o passeio. Lá em baixo muitos campos de laranjeiras, macieiras e ginja (daqui a pouco falo sobre essa fruta especial para Óbidos). 




Do alto observamos as plantações de maça, laranja e ginja



Detalhe no centro da foto para o aqueduto do lado de fora da muralha, com 3 quilômetros de extensão foi construído para levar água aos chafarizes da cidade

Óbidos está situada à 240 quilômetros do Porto e 85 quilômetros de Lisboa, o principal meio de acesso é pela estrada. Com pouco mais de 14 hectares dentro da muralha, um dia é suficiente para conhecer o local, mas se o objetivo for visitar também as vilas ao redor do castelo, aí é preciso ficar um pouco mais.



O acesso à cidade é via estrada, lá no funfo da imagem é possível ver o Castelo de Óbidos  


A primeira impressão que tive sobre o nome da cidade foi de origem assustadora, pois remete a óbito, mas a palavra significa ‘cidade fortificada’. Construída pelos Mouros a partir do Castelo de Óbidos no século XII, a cidade tinha inicialmente pouco mais de 100 habitantes e serviu como dote para casamento de rainhas da época. Atualmente o Castelo é considerado uma das sete maravilhas de Portugal, nele funciona um luxuoso hotel com 17 quartos, vale a pena conhecer esse que é o segundo monumento mais relevante do patrimônio arquitetônico português.



Dentro da muralha, várias construções se amontoam formando imagens lindas







Companhia dos amigos Sergio e Suzana que nos mostraram as belezas de Portugal 


A entrada na cidade é pela ‘Rua Direita’ que dá acesso ao Portão da Vila e logo em seguida um belíssimo desenho em azulejo feito no século XVIII. Impressiona-me a durabilidade e a manutenção de estruturas tão antigas. Pelas estreitas ruas estão espalhadas lojas de roupas, de artesanato, souvenires, cafés, livrarias, padarias, bares e restaurantes, não tem como se perder, apesar do emaranhado das pequenas vielas, há apenas uma entrada e uma saída na cidade, então dá pra caminhar despreocupadamente pelo local.



Entrada para Rua Direita

Oratório de Nossa Senhora da Piedade, Padroeira da cidade, feito com azulejos do século XVIII

Ruas pequenas, sem movimentação de carros, detalhes das ruas e casas







A dica é deixar-se encantar pela arquitetura, pinturas, monumentos, iguarias, enfim, pelos detalhes. Entre eles, a Igreja de Santa Maria que serviu de templo para muitos casamentos reais.



Igreja de Santa Maria, aqui o Rei Afonso V casou-se aos 10 anos de idade com sua prima Isabel de 8 anos de idade

Mas chegou a hora de falar da ginja, um tipo de cereja selvagem com sabor amargo que serve principalmente para a produção da Ginjinha, um licor centenário inventado em Óbidos e atualmente produzido em várias partes de Portugal. E uma ótima opção de presente também.



Bares, restaurantes e cafés estão espalhados por toda cidade, detalhe para esta peça de um engenho centenário, preservado e mantido como relíquia do estabelecimento

Licor de Ginjinha no copinho de chocolate, uma iguaria deliciosa

O Licor é uma ótima opção de presente ou lembrança, essa eu trouxe para casa, rsrsrsr.

Foi uma viagem incrível e que me deixou a sensação de viver um pouco das coisas que já li nos livros de história, ótimas lembranças e muitas saudades.





Por: Jackeline Bispo - ondeandei2015.blogspot.com.br

23/05/18

Correntina: sombra, água fresca e cristalina


Ranchão no centro da cidade

A região oeste da Bahia é muito abençoada em recursos naturais e turísticos. Cada cidade com suas belezas e atrações. Abril foi mês de férias e a viagem desta vez foi para o município de Correntina, um verdadeiro oásis para quem gosta de sombra, água fresta e cristalina. Fica melhor ainda para quem tem crianças, como eu, vários pontos do rio são bem rasinhos e seguros, além da comodidade, pois o principal ponto turístico, o Rio Corrente corta o centro da cidade, hotéis, restaurantes e bares, comércio em geral, são bem centralizados.









Várias pontes ligam as ilhas no centro da cidade e no arquipélago 'Sete Ilhas'


O município é banhado pelos rios Corrente, Arrojado, Santo Antônio, Guará e Rio do Meio, todos de águas cristalinas. Os principais pontos turísticos são a Ilha do Ranchão, a orla que segue na margem do rio e o arquipélago ‘Sete Ilhas’, a menos de dois quilômetros do centro.

Arquipélago 'Sete Ilhas'













Localizada a 914 km de Salvador, 527 km de Brasília e a menos de 200 km de São Desidério, a cidade fica cheia de turistas no período do carnaval, mas nas outras épocas do ano o movimento é tranquilo, propício para quem busca descanso e diversão. O principal acesso é pela BR 135.

Orla no centro da cidade

















Um pouco de História – Emancipada em 30 de março de 1938, Correntina completou recentemente 80 anos, mas sua história é bem mais antiga, na década de 1700 existe registro dos indígenas que viviam no local. Na década 1800 chegaram os fugitivos da seca que assolava muitas regiões do nordeste e os primeiros garimpeiros no Ciclo do Ouro. A arquitetura da cidade é datada de 1890 e a igreja Nossa Senhora da Glória foi construída em 1926.

Arquitetura do final da década de 1800

Igreja de Nossa Senhora da Glória de 1926  


Além de ser conhecida por seus atrativos turísticos, Correntina esteve no cenário nacional em novembro de 2017 quando um grupo de pessoas ligadas a movimentos de proteção ambiental invadiu e destruiu máquinas e construções de uma fazenda que captava milhões de metros cúbicos de água diariamente do Rio Arrojado.


Pela BR 135 partindo de São Desidério alguns pontos ainda são de terra

BR 135

Por: Jackeline Bispo - ondeandei2015.blogspot.com.br