17/09/18

Descubra os encantos de Sítio Grande e Morrão, ótimas opções de turismo em São Desidério


Dois cantinhos abençoados pela natureza. Banhados pelo Rio Grande, Sítio Grande e Morrão são excelentes opções para o lazer do final de semana, em especial neste período de festas para quem procura por descanso, curtição ou aventura.


Morrão está há 15 quilômetros da sede de São Desidério, seguindo a BR 135, uma placa indica a entrada para o povoado. Às margens do Rio Grande, o Balneário e vários pontos turísticos particulares oferecem ambientes de total encontro com a natureza. O povoado recebeu recentemente duas praças que deixaram o local mais charmoso e belo. Indico o Morrão para quem prefere mais calmaria, sombra e água fresca.

Balneário do Morrão


A Igreja do povoado construída na década de 1960 já foi reformada várias vezes e agora recebeu uma praça e projeto paisagístico

Cantinho especial – Em Morrão tem um lugar muito bacana que vale à pena conhecer para desfrutar o que a natureza oferece. Além da beleza, o Sola’s oferece ótima culinária, espaços aconchegantes e bom atendimento.

Sola's







Grafites no ambiente

Um pouco de história - Morrão se desenvolveu às margens do Rio Grande. Sua história é centenária, os primeiros moradores viviam da agricultura de subsistência. Uma das marcas do povoado são as tradições religiosas, a exemplo da Caminhada Ecológica de São Sebastião em 20 de janeiro, desde a década de 1960 e mantida até hoje. A igreja da localidade foi construída pelo Maestro Heliodoro Alves Ribeiro para cumprir uma promessa feita após uma queda a cavalo.

Ponte na entrada do povoado na década de 1980 e atual aspecto do mesmo lugar  

Balneário do Morrão antes e depois das novas praças


Sítio também está há 15 quilômetros da sede do município, mas em outro sentido, o trajeto é pela BA 463. Pousadas, bares e restaurantes estão espalhados no Distrito, tudo bem pertinho das águas revigorantes do Rio Grande margeado pela orla, sempre lotada, e vários pontos de banho. O local dispõe também de um belíssimo paredão natural com cerca de 40 metros de altura, denominado ‘Deus Me Livre’, propício para prática de esportes radicais. Mas é preciso contatar guias de turismo e equipes profissionais para praticar a tirolesa ou rapel. Indico o Sítio para quem quer mais curtição e esportes de aventura.


Paradão Deus me Livre 

Prática de esportes radicais

Orla do distrito



Dica de contato para tirolesa e rapel


Um pouco de história – A região onde se localiza Sítio Grande foi povoada, primeiramente, por indígenas. Sítios arqueológicos e pinturas rupestres comprovam a existência da tribo Tapuias. Mas, muito dessa parte da história fica na imaginação, pois os registros documentais existentes são mais recentes. O que se sabe ao certo é que Sítio era ponto de parada e descanso dos tropeiros que viajavam a cavalo vindos do Goiás, Tocantins e outros estados brasileiros. Os moradores mais antigos do local, contam que Sítio era um distrito de Barreiras e continuou com o título após a emancipação de São Desidério. O nome da localidade era Sítio do Rio Grande, hoje apenas, Sítio Grande.

Distrito de Sítio Grande na década de 1970 e atual aspecto do mesmo lugar

Ao fundo antiga ponte de madeira e atual aspecto da orla do Distrito 


Por: Jackeline Bispo – ondeandei2015.blogspot.com.br

10/08/18

Óbidos, uma joia de Portugal



Guardo recordações especiais sobre essa cidade, pois além de beleza e preservação histórica, foi uma visita de pura adrenalina. Vou começar explicando logo o porquê. Óbidos é uma cidade medieval, com um castelo maravilhoso e rodeada por uma muralha. O principal passeio turístico é feito pela muralha onde alguns pontos tem 13 metros de altura. O detalhe é que tenho vertigens em lugares altos, mesmo assim enfrentei o medo e vivi esse momento fascinante. 




Início da caminhada pela Muralha, não há corrimão, o espaço para andar é de uns 80 centímetros, em alguns pontos a muralha tem 13 metros de altura





A muralha não tem corrimão e o espaço para caminhar é de uns 80 centímetros, eu ficava grudadinha na parede e evitava olhar para baixo, mas tinha que fazer algumas fotos para poder mostrar quão emocionante foi o passeio. Lá em baixo muitos campos de laranjeiras, macieiras e ginja (daqui a pouco falo sobre essa fruta especial para Óbidos). 




Do alto observamos as plantações de maça, laranja e ginja



Detalhe no centro da foto para o aqueduto do lado de fora da muralha, com 3 quilômetros de extensão foi construído para levar água aos chafarizes da cidade

Óbidos está situada à 240 quilômetros do Porto e 85 quilômetros de Lisboa, o principal meio de acesso é pela estrada. Com pouco mais de 14 hectares dentro da muralha, um dia é suficiente para conhecer o local, mas se o objetivo for visitar também as vilas ao redor do castelo, aí é preciso ficar um pouco mais.



O acesso à cidade é via estrada, lá no funfo da imagem é possível ver o Castelo de Óbidos  


A primeira impressão que tive sobre o nome da cidade foi de origem assustadora, pois remete a óbito, mas a palavra significa ‘cidade fortificada’. Construída pelos Mouros a partir do Castelo de Óbidos no século XII, a cidade tinha inicialmente pouco mais de 100 habitantes e serviu como dote para casamento de rainhas da época. Atualmente o Castelo é considerado uma das sete maravilhas de Portugal, nele funciona um luxuoso hotel com 17 quartos, vale a pena conhecer esse que é o segundo monumento mais relevante do patrimônio arquitetônico português.



Dentro da muralha, várias construções se amontoam formando imagens lindas







Companhia dos amigos Sergio e Suzana que nos mostraram as belezas de Portugal 


A entrada na cidade é pela ‘Rua Direita’ que dá acesso ao Portão da Vila e logo em seguida um belíssimo desenho em azulejo feito no século XVIII. Impressiona-me a durabilidade e a manutenção de estruturas tão antigas. Pelas estreitas ruas estão espalhadas lojas de roupas, de artesanato, souvenires, cafés, livrarias, padarias, bares e restaurantes, não tem como se perder, apesar do emaranhado das pequenas vielas, há apenas uma entrada e uma saída na cidade, então dá pra caminhar despreocupadamente pelo local.



Entrada para Rua Direita

Oratório de Nossa Senhora da Piedade, Padroeira da cidade, feito com azulejos do século XVIII

Ruas pequenas, sem movimentação de carros, detalhes das ruas e casas







A dica é deixar-se encantar pela arquitetura, pinturas, monumentos, iguarias, enfim, pelos detalhes. Entre eles, a Igreja de Santa Maria que serviu de templo para muitos casamentos reais.



Igreja de Santa Maria, aqui o Rei Afonso V casou-se aos 10 anos de idade com sua prima Isabel de 8 anos de idade

Mas chegou a hora de falar da ginja, um tipo de cereja selvagem com sabor amargo que serve principalmente para a produção da Ginjinha, um licor centenário inventado em Óbidos e atualmente produzido em várias partes de Portugal. E uma ótima opção de presente também.



Bares, restaurantes e cafés estão espalhados por toda cidade, detalhe para esta peça de um engenho centenário, preservado e mantido como relíquia do estabelecimento

Licor de Ginjinha no copinho de chocolate, uma iguaria deliciosa

O Licor é uma ótima opção de presente ou lembrança, essa eu trouxe para casa, rsrsrsr.

Foi uma viagem incrível e que me deixou a sensação de viver um pouco das coisas que já li nos livros de história, ótimas lembranças e muitas saudades.





Por: Jackeline Bispo - ondeandei2015.blogspot.com.br